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Um retrato em dados da vida de pessoas negras com deficiência no Brasil.
Ver o estudo completo ↓Ser negro no Brasil já significa conviver com barreiras estruturais para acessar saúde, educação, trabalho e renda com dignidade. Ser uma pessoa com deficiência multiplica essas barreiras. E ser uma pessoa negra com deficiência significa enfrentar as duas ao mesmo tempo — um cruzamento que os dados oficiais brasileiros quase nunca enxergam junto, e que por isso segue invisível para quem formula políticas públicas.
Este panorama reúne, num só lugar, o retrato dessa interseção — da infância à vida adulta, da escola ao mercado de trabalho, do posto de saúde ao território onde se vive — para tornar visível o que o racismo e o capacitismo, juntos, fazem com a vida de milhões de pessoas.
Mulheres negras sofrem mais violência obstétrica que mulheres brancas no Brasil — e mulheres negras com deficiência enfrentam essa violência de forma ainda mais intensa, com relatos recorrentes de descrédito da própria dor, falta de adaptação de exames e ausência de protocolos que considerem simultaneamente raça e deficiência.
Envie o link do relatório para quem precisa conhecer esses dados.
Os dados oficiais brasileiros ainda tratam raça e deficiência como categorias separadas. Isso invisibiliza quem vive na interseção. O VNDI existe para tornar essa realidade visível, formar lideranças negras com deficiência e produzir os dados que faltam.